quinta-feira, 22 de março de 2012

Como acabar com as pedreiras e as alterações climáticas

Imaginem que podíamos... fabricar calcário! Sim, o calcário! Que demora milhões de anos a ser "fabricado" no fundo do mar, e depois exploramos em pedreiras que destroem todo o nosso património natural, geológico, espeleológico, habitat, relevo ... para sempre! Milhares de anos e de história triturados em brita e em pó para cimento...
 Imaginem que podíamos até fabricar já as peças em calcário com a forma definitiva, produzir os lancis do passeio, a pedra da calçada, a laje de revestimento do edifício, a brita, e claro, o precioso pó para fazer o cimento.
E tudo isto sem poluição, o único efeito colateral seria mesmo despoluir a atmosfera!
Imobilizar o CO2 do mar em carbonato de cálcio (CaCO2), o calcário, e assim reduzir o contínuo aumento de CO2 atmosférico e o seu efeito estufa, evitando as alterações climáticas.
Impossível? Utópico?
Leia a seguinte notícia:
 
"O arquiteto Wolf Hibertz encontrou uma maneira de usar a luz solar para transformar os minerais presentes na água do mar em calcário, o que pode ser usado para construir casas ilha flutuante como a Autopia Ampere (Imagem:Divulgação)

A "agricultura de calcário" é uma técnica de deposição mineral que construiu os recifes do Caribe e que poderia um dia construir cidades marinhas e fabricar componentes de construção para uso em terra. Usando a forma adequada, esses minerais poderiam ser usados em construções em terra seca.

O arquiteto e cientista marinho Wolf Hartmut Hilbertz quer usar os oceanos como um lugar para construir casas no futuro. O designer visionário encontrou uma maneira de usar a luz solar para transformar os minerais da água do mar em pedra calcária, que seriam usadas para construir casas-ilha flutuantes.

Autopia Amperes, assim denominada a ideia, começaria como uma série de rotores ancorados no topo da montanha marinha Ampere, entre a ilha da Madeira e a ponta de
Portugal. Depois de colocadas no local elas seriam conectadas a uma corrente de baixa tensão alimentada por painéis solares.

Reações eletroquímicas atraem os minerais do mar para a estrutura, que com o passar do tempo seriam usados para criar paredes de carbonato de cálcio, também chamado de calcário.

Extrair carbono do oceano não somente é uma ideia revolucionária, como uma ótima maneira de poupar o meio ambiente.

Da mesma forma que uma esponja absorve a água, os oceanos absorvem CO2. Com a remoção de compostos contendo carbono a partir dos oceanos; o processo de deposição de minerais pode ajudar a reduzir ainda mais o acúmulo de dióxido de carbono, que é um gás de efeito de estufa.
Hilbertz planeja construir uma cidade-ilha autossustentável. A tecnologia é comprovada.
A eletrólise simples (passagem de corrente através de eletrodos) faz com que o carbonato de cálcio (calcário) se agregue em torno dos eletrodos.Uma vez que a cidade hipotética é criada, ela será capaz de se sustentar economicamente por calcário de crescimento para os moradores da costa.

Hilbertz prevê que estes produtos sejam tirados diretamente do mar em barcos e navios, que poderiam distribuí-los aos portos ao redor do mundo.

Uma exploração de calcário no Caribe poderia eficientemente enviar os materiais de construção para as zonas costeiras da América do Norte e Sul, Europa e a África poderia se tornar distribuidora para a maioria da Europa Central
, através do Reno, Rhone e rios Danúbio e para a maioria da bacia amazônica no Brasil. Uma fazenda no Pacífico Sul poderiam servir a costa oeste da América do Norte e do Sul, e ir crescendo para países do Pacífico.


Além disso correntes de vento e correntes marítimas fornecerão energia para a cidade flutuante. Algas serão cultivadas e mais vegetais comuns seriam cultivados em câmaras de hidroponia".

Fonte: Redação CicloVivo - 31/03/11
Texto retirado do Blog:
E alguém me pergunta "Quais os custos disso?" e eu respondo: "E quais os custos de destruir uma montanha? O nosso património natural irremediavelmente? Esses, os custos ambientais, ninguém os contabiliza!.... e são para sempre. A montanha, a paisagem, o relevo cársico, a vegetação, os animais, a gruta, a exsurgência, a dolina, os fósseis, tudo!... deixa pura e simplesmente de existir, apenas crateras, riachos leitosos, um fundo do mar branco e "secil"...

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