quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A causa dos Fogos em Portugal - O Eucalipto e a desvalorização do material lenhoso

"Desde que plantaram o eucaliptal na encosta, a fonte secou!..." Pois é o eucalipto consome muita água, pois tem um crescimento muito rápido e uma folhagem extensa, quando passa o fogo queima por fora e por dentro continua branquinho, pronto para ir para a fábrica da celulose. E ainda melhor, o terreno está "limpo" e desimpedido para arrastar os troncos para a camioneta. O melhor ainda é o lucro que dá, pois junto do pequeno proprietário o madeireiro desvaloriza o material queimado, "não dá para nada", só dá trabalho"...mas depois vai vendê-lo à celulose que paga ao kg. O lucro é óptimo!!! Danos colaterais, humanos e ambientais? Aquecimento global? Destruição de habitats? O que é isso comparado com o lucro que vou ter? E o trabalho garantido para todo o Inverno?
E assim continua-se a queimar a floresta de eucalipto em Portugal, e o proprietário que ainda não percebeu que não tira lucro nenhum daquela monocultura que lhe consome o solo, só tem despesa a mandar limpar e plantar mais e mais eucalipto, e não se apercebe que está a gastar dinheiro para fabricar papel de madeira queimada, sim porque o fogo vai de certeza passar antes do corte das árvores verdes, e posto por quem? Quem paga avionetas? Quem pega fogos em várias frentes? Acidente? Demência? Porque não se fala na verdadeira razão dos incêndios? De quem tem lucro com o negócio dos incêndios? Só é notícia quando encontram o bêbado, o demente, o bombeiro, e os outros?
Quem os ateou? Porque nunca é notícia a apreensão de um madeireiro incendiário?
Qual é o interesse de manter o público na ignorância?
Para alimentar o grande negócio da celulose! Que aumenta o PIB do País!!!
E que é pago pelos próprios proprietários...






A única maneira de se acabar com esta calamidade é impedir a fábricas de celulose de comprar troncos queimados e pôr a ASAE a tratar disso, em vez de irem  para a praia apreender vendedores de bolas de Berlim!(?)




Note-se que o Eucalipto foi melhorado pelo homem para ser o que é. Estudos universitários, investigação. Apoios do Estado, bolsas de estudo, quer para investigação e melhoria do produto, quer para os apoios para plantação ao proprietário, quer para modificar a legislação sempre a favor do eucalipto. A legislação desde 88 mudou e muito . Começou de mansinho, a medo, quando ainda havia manifestações ambientalistas contra a árvore, começou por preservar as linhas de água, a RAN, a REN, agora não! É à descarada! Vale tudo, vai tudo a eito! Até incultos, até terrenos que não são tratados...eu não posso querer que cresça o carvalhal no meu terreno, corro o risco que plantem eucalipto por pensarem que está "abandonado"!!!


Com as máquinas destrói-se toda a vegetação natural, abrem-se socalcos sem sustentação, em solo muito inclinado o terreno fica a nú e exposto à erosão e ao ravinamento. A pouco e pouco toda a paisagem é comida pela mancha verde metálica do eucalipto que depois se torna escura e depois castanha e preta...os mosaicos agrícolas, o sustento do homem desaparece e ele vai para as cidades ou emigra em busca de outro sustento que a terra ciclicamente queimada não lhe pode dar....e o Estado assiste a tudo isto e nada faz, porque serve o negócio da exportação da celulose, as normas da CEE e os apoios Comunitários que nas entre linhas dizem: plantem, plantem eucalipto, povo estúpido e ignorante, que se vende por tão pouco...e se perde para sempre....



sexta-feira, 26 de junho de 2015

"Queima (des)Controlada"


Desculpem mas estive muito tempo sem acesso e não posso deixar de comentar a onde de choque que senti a 22.30 de dia 1 de Abril de 2015...
 
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4489439

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?did=183120

Imaginem os danos que esta explosão fez nas Grutas da Arrábida, relembro que a Gruta do Zambujal está muito à superfície e os seus mantos têm muitas fissuras e o teto já tem zonas de abate devido aos rebentamentos da pedreira do Galo (Zambujal) que labora ao lado e destrói a Serra, agora cratera, impunemente!:

http://arquivo.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=7387

- Em 2004, esta pedreira teve 3 autos seguidos, por avançar para uma zona de rechã junto à costa (a montante da bela Praia da Ribeira do Cavalo) ... os tais terrenos públicos ou "baldios" que não são de "ninguém", e são de "todos", só que alguns servem-se disso para avançar, e na legislação sobre pedreiras (de 99), pode-se fechar a Pedreira ao fim de três autos consecutivos no mesmo ano...o Parque (PNA) sabia, foi o autor de um dos autos, e nada fez ... tal como nada se fez com esta explosão...tal como nada se fez quando a pedreira "do Galo" destruiu a lista de pegadas que existia, quando moveu o marco geodésico para comer mais o monte (pagou uma mísera coima e toca de comer a Serra), tal como quando um morador do Zambujal morreu na sua pp casa com um projétil dum rebentamento, etc. coisas que só  sabe quem vai a estas povoações e fala com as pessoas que vivem um vida inteira atormentadas com os rebentamentos e a destruição diária a que assistem da sua Terra, da sua Serra, e se sentem impotentes, oprimidos e subjugados a uma força, uma gente corrupta e sem valores, onde impera a ganância... mas os caminheiros, os escaladores, os espeleólogos, os amantes desta Serra, esses sim têm de pagar e ter autorizações (quando são dadas), para desfrutar da Serra...não está tudo errado?!?...
 
A razão escondida (com o rabo de fora) porque a "Arrábida a património Mundial" - "morreu na praia"... 
 
Estou há uns tempos para publicar este post...não estava a conseguir aceder...sory, mas não posso deixar passar:
 
Provavelmente passou-vos despercebido porque se deixou de ouvir falar na "Arrábida a Património Mundial " (?) pois, é que ... não chegamos a concorrer!
Apesar do maravilhoso filme e livro que foi feito, todos os esforços de várias Câmaras, associações e empresas, pecou-se num ponto essencial:
- Omitiu-se a verdade, a verdadeira questão porque a Arrábida deveria ser Património e ter leis mais fortes de proteção: A sua própria maior doença...sim as pedreiras da Arrábida, cada vez maiores, cada vez mais profundas e largas, apesar do Parque dizer que não têm alastrado para os lados, fotos consecutivas por ex. da Pedreira do Risco testemunham o contrário...
Aquilo que se quis esconder no filme, foi aquilo que a denunciou. Há um ditado que diz "gato escondido com o rabo de fora"... pois é os técnicos do Júri vieram cá e viram o que o filme não lhes mostrou...as crateras da Arrábida...sentiram-se enganados, pois claro!...
Penso que mais valia ter-se dito a verdade, pois seria mesmo por esses cancros (eternos?) da Arrábida que ela devia ter sido classificada e protegida e não retirá-los do mapa, como se não existissem, tal como o Parque Natural da Arrábida fez quando os desanexou da Área Protegida: mas que forma sínica de não resolver os problemas e sair da responsabilização/fiscalização dos crimes diários que se cometem nesta Serra.
Aqui vai a notícia:

 
 
 
 
 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Video feito para a candidatura da Arrábida a Património Mundial

http://www.mun-setubal.pt/pt/dossier/arrabida---candidatura-a-patrimonio-mundial/82

Muito interessante, particularmente a animação da evolução geológica e geomorfológica da Zona, logo ao início :)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Quase todas as nossas Serras calcárias já têm o cancro das pedreiras, falo da Arrábida, Montejunto e limítrofes, Serras d´Aire e Candeeiros, Serra de Sicó e outras da zona de Coimbra terminando na Figueira da Foz, Na manchinha que resta de calcário a Sul também já existem... falo das Serras do Barrocal Algarvio.

As pedreiras do Parque Natural das Serras d´Aire e Candeeiros, já exportam rocha ornamental para a China! No entanto, as mais destrutivas continuam a ser as de brita que avançam a ritmos incríveis. Vejam a reportagem da Biosfera na Terça-feira, 25 de Setembro, às 19h na RTP2.
Uma reportagem de Marília Moura, com imagem de Tiago Mendes e edição de Marco Miranda

quinta-feira, 22 de março de 2012

Como acabar com as pedreiras e as alterações climáticas

Imaginem que podíamos... fabricar calcário! Sim, o calcário! Que demora milhões de anos a ser "fabricado" no fundo do mar, e depois exploramos em pedreiras que destroem todo o nosso património natural, geológico, espeleológico, habitat, relevo ... para sempre! Milhares de anos e de história triturados em brita e em pó para cimento...
 Imaginem que podíamos até fabricar já as peças em calcário com a forma definitiva, produzir os lancis do passeio, a pedra da calçada, a laje de revestimento do edifício, a brita, e claro, o precioso pó para fazer o cimento.
E tudo isto sem poluição, o único efeito colateral seria mesmo despoluir a atmosfera!
Imobilizar o CO2 do mar em carbonato de cálcio (CaCO2), o calcário, e assim reduzir o contínuo aumento de CO2 atmosférico e o seu efeito estufa, evitando as alterações climáticas.
Impossível? Utópico?
Leia a seguinte notícia:
 
"O arquiteto Wolf Hibertz encontrou uma maneira de usar a luz solar para transformar os minerais presentes na água do mar em calcário, o que pode ser usado para construir casas ilha flutuante como a Autopia Ampere (Imagem:Divulgação)

A "agricultura de calcário" é uma técnica de deposição mineral que construiu os recifes do Caribe e que poderia um dia construir cidades marinhas e fabricar componentes de construção para uso em terra. Usando a forma adequada, esses minerais poderiam ser usados em construções em terra seca.

O arquiteto e cientista marinho Wolf Hartmut Hilbertz quer usar os oceanos como um lugar para construir casas no futuro. O designer visionário encontrou uma maneira de usar a luz solar para transformar os minerais da água do mar em pedra calcária, que seriam usadas para construir casas-ilha flutuantes.

Autopia Amperes, assim denominada a ideia, começaria como uma série de rotores ancorados no topo da montanha marinha Ampere, entre a ilha da Madeira e a ponta de
Portugal. Depois de colocadas no local elas seriam conectadas a uma corrente de baixa tensão alimentada por painéis solares.

Reações eletroquímicas atraem os minerais do mar para a estrutura, que com o passar do tempo seriam usados para criar paredes de carbonato de cálcio, também chamado de calcário.

Extrair carbono do oceano não somente é uma ideia revolucionária, como uma ótima maneira de poupar o meio ambiente.

Da mesma forma que uma esponja absorve a água, os oceanos absorvem CO2. Com a remoção de compostos contendo carbono a partir dos oceanos; o processo de deposição de minerais pode ajudar a reduzir ainda mais o acúmulo de dióxido de carbono, que é um gás de efeito de estufa.
Hilbertz planeja construir uma cidade-ilha autossustentável. A tecnologia é comprovada.
A eletrólise simples (passagem de corrente através de eletrodos) faz com que o carbonato de cálcio (calcário) se agregue em torno dos eletrodos.Uma vez que a cidade hipotética é criada, ela será capaz de se sustentar economicamente por calcário de crescimento para os moradores da costa.

Hilbertz prevê que estes produtos sejam tirados diretamente do mar em barcos e navios, que poderiam distribuí-los aos portos ao redor do mundo.

Uma exploração de calcário no Caribe poderia eficientemente enviar os materiais de construção para as zonas costeiras da América do Norte e Sul, Europa e a África poderia se tornar distribuidora para a maioria da Europa Central
, através do Reno, Rhone e rios Danúbio e para a maioria da bacia amazônica no Brasil. Uma fazenda no Pacífico Sul poderiam servir a costa oeste da América do Norte e do Sul, e ir crescendo para países do Pacífico.


Além disso correntes de vento e correntes marítimas fornecerão energia para a cidade flutuante. Algas serão cultivadas e mais vegetais comuns seriam cultivados em câmaras de hidroponia".

Fonte: Redação CicloVivo - 31/03/11
Texto retirado do Blog:
E alguém me pergunta "Quais os custos disso?" e eu respondo: "E quais os custos de destruir uma montanha? O nosso património natural irremediavelmente? Esses, os custos ambientais, ninguém os contabiliza!.... e são para sempre. A montanha, a paisagem, o relevo cársico, a vegetação, os animais, a gruta, a exsurgência, a dolina, os fósseis, tudo!... deixa pura e simplesmente de existir, apenas crateras, riachos leitosos, um fundo do mar branco e "secil"...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um GREGO responde a um alemão...

Data: 11 de Novembro de 2011 22:22


Assunto: Um GREGO responde a um alemão

Para:

Para ler até ao fim, esta resposta de um grego a uma carta enviada

para a revista Stern escrita por um alemão que se sente ofendido com o

"estilo de vida" grego.




“carta aberta” de um cidadão alemão, Walter Wuelleenweber, dirigida a

“caros gregos”, com um título e sub-título:



Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar

também a Grécia


Os gregos, que primeiros fizeram alquimias com o euro, agora, em vez

de fazerem economias, fazem greves


Caros gregos,

Desde 1981 pertencemos à mesma família. Nós, os alemães, contribuímos

como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de

euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba,

ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.



Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.



Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos. O caso é

que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.



No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro.

Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até

agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o

povo que mais gasta em bens de consumo.



Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa

através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a

responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a

responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir

aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os

gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm

tido e têm.



Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e

dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.



Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram,

não vão mais adiante!!!











Na semana seguinte, o Stern publicou uma carta aberta de um grego,

dirigida a Wuelleenweber:





Caro Walter, Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não

“empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem

a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.



O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que

por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um

número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de

vários milhares.



Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos

concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os

principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas,

infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais),

telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço

de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos,

dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são

fabricados nas fábricas alemãs.



A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo

desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes

empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos

políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns

quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados

de costas para o ar.



Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência,

espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te

a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE,

da JUSTIÇA e do CORRECTO.





Estimado Walter,



Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou.

QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter

saldado as suas obrigações para com a Grécia.



Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a

Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações

estipuladas), e que consistem em:



1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que

ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;



2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que

ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.



3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da

Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares

durante todo o período de ocupação.



4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações,

perseguições, execuções e destruições de povoados inteiros, estradas,

pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o

determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de

dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.



5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960

gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil

mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na

Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., et.).



6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos

ideais humanísticos da cultura grega.



Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.



Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.



Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se

incluem todos os colossos da indústria do teu País, as que têm lucros

anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas

continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque

cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos

sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos

viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de

comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.



Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta

situação criará, que por ai os vai obrigar a baixar o seu nível de

vida, Perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as

suas excursões sexuais à Tailândia? Vocês (alemães, suecos,

holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que

saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.



Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União

que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que jogamos

se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens

industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.



E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já

que vocês também disso são devedores da Grécia:



EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!



Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nosos antepassados,

que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de

Roma e de Londres.



E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao

lado das obras dos meus antepassados.



Cordialmente,



Georgios Psomás





Nota minha:
É isto mesmo o que sinto…acrescento ainda que nos subsidiaram para plantar eucaliptos, acabar com a nossa agricultura e pesca e ao mesmo tempo que construirmos auto-estradas e abrirmos as portas aos supermercados de Espanha, Alemanha e França.
Para nós exportar é só cimento e celulose (o que eles não querem)




Uma vez ía no barco de Tróia para Setúbal, olhei com olhar de tristeza para as escarpas e cratera da Secil e comentei…uma pessoa ouviu, tinha uma aspecto nórdico, alemão até, e com um Português mal falado disse: “se querem ter auto-estradas, carros e televisões, têm de ter isto ” e esboçou um sorriso …



Como travar os incêndios em Portugal?

Fácil! Que o Governo faça uma lei em como as celuloses têm de pagar o mesmo por um tronco natural ou queimado. E acabam-se as avionetas e os incêndios postos!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Depois de uma incurção aterrorizadora pelo deserto florístico, faunístico do Centro Norte do País, a sul do antigo IP5, assistimos a serras de um preto acastanhado desolador ou de um verde escuro monótono, só cortado por clareiras em erosão expectantes das novas plantações... e nos aproximamos um pouco mais e só vemos eucalipto, eucalipto, eucalipto... nem um carvalho alvarinho, nem um amieiro na linha de água...quanto muito um punhado de acácias...

Em relação às pedreiras...continuam e continuarão... principalmente com o tipo de comentários e mentalidades que ainda persistem...será que não está à vista de todos!? Até onde vamos chegar?
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?button=Voltar&p=stories&op=view&fokey=ex.stories%2F602078

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Após o visionamento do texto anterior, pergunto?

Será mesmo o triunfo das pedras?
Ou será a destruição das pedras?
Das Grutas, dos Fósseis, dos icnofósseis... de uma Serra maravilhosa, que cai sobre o mar, das mais belas de Portugal!?

A pedra é explodida e triturada: uma tonelada de brita vale 50 centimos!!!? Um camião de enrocamento vale 1 Euro!!!Com que direito destroem e vendem a nossa Serra?!

Uma empresa originalmente Inglesa exporta a nossa Serra para o Norte da Europoa, reduzida a pó??!
As empresas de brita matam pessoas, movem marcos geod ésicos, avançam sobre terrenos do Parque???!!!! Impunes!!!???

E o ICNB o que está lá a fazer??? A camuflar estes delitos?
Não se devia chamar Parque Natural Da Arrábida, mas sim Parque Geológico da Arrábida!
Ou mesmo reserva Geológica da Arrábida!!

Com mais uns anitos a Serra será reduzida a brita e pó!
Tudo a seu tempo!!
Num excerto do Planeta Azul - RTP2, visto no blog de "Os ambientalistas" http://ambientalistas.blogspot.com/2003/11/serra-darrabida-o-triunfo-das-pedras.html

Serra D'Arrabida - O triunfo das pedras

Uma das mais belas serras portuguesas está a ser lentamente destruída. No interior da Arrábida onze pedreiras vivem à conta da morte da serra, apesar de estar classificada como parque natural desde 1976. Foi desta reserva natural que saiu pedra para as grandes obras públicas, como a ponte Vasco da Gama, Expo-98 e Centro Cultural de Belém. Afinal, o mesmo Estado que a protegeu é, também, o seu principal cliente. É ela que continua a alimentar toda a construção civil da área metropolitana de Lisboa, Setúbal e até Alentejo. Retira-se da Arrábida o que podia ir buscar-se a outras serras do país que não estejam classificadas como áreas protegidas. Este parque natural enfrenta ainda outros perigos, como a expansão urbanística. Os concelhos limítrofes, Setúbal, Palmela e Sesimbra estão a avançar drasticamente em direcção à Serra. Esta é, aliás, o isco para a venda de condomínios de luxo, enquanto as tradicionais quintas da região são retalhadas e vendidas em lotes, onde se constróem prédios de arquitectura duvidosa. No parque natural que o Estado protegeu com leis, quem acaba por vencer são os interesses económicos. É afinal o triunfo das pedras... Fonte: Planeta Azul (RTP2)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Indústria da celulose

Olá de novo

Após o visionamento do e-mail anterior, que recomendo vivamente, não consigo deixar de pensar em expressar umas ideias que me vão ruminando por dentro... e que nem foram tocadas nessa informação...

Começaria por acrescentar que este negócio dos incêndios não é só dos madeireiros, mas directamente das celuloses.

O problema é muito mais complexo.

Não estou a falar de incêndios em zonas de serra com mato, para renovar o pasto para o pouco gado que ainda subsiste, e faz aquele queijinho, com aquele sabor serrano, que tanto apreciamos.

Estou a falar de incêndios em zonas e pinhal e de mata autóctone, para a substituição por eucalipto.

Estou a falar dos incêndios nos próprios eucaliptais, para que as celuloses paguem um preço inferior e produzam o mesmo papel.

Já se perguntaram quem tem dinheiro para pagar a uma avioneta que por tantos é relatada vista passar antes de um grande
incêndio?
Com certeza não será um "incendiário" com problemas psicológicos, ou uma família que ainda tem o raro costume de ir buscar a mãe velhinha ao lar, para ter um agradável piquenique à sombra de umas escassas e frondosas árvores ...

Já repararam naquela espuma amarelada e peganhenta nas nossas belas praias? Naquele cheiro nauseabundo que invade as nossas casas quando o vento muda de feição?
O problema é que o preço por entrarmos para a CEE está à vista - termos o refugo da indústria mais destruidora e poluente que ninguém quer nos países desenvolvidos - as celuloses e as cimenteiras.
Temos as nossas belas e escassas serras de calcário desventradas, basta passearmos nos nossos "parques naturais", ou ir ao "Google Earth" para vermos as extensas e numerosas crateras brancas. Somos o fornecedor de cimento e de celulose da Europa e temos subsídios abundantes para o eucalipto e para transformar zonas agrícolas em floresta.

As primeiras leis que surgiram do eucalipto, quando os nossos activistas se faziam ouvir, restringiam o eucaliptal às zonas menos produtivas, obrigavam a faixas de outras folhosas, a rotações mais espaçadas, a afastamentos de áreas agrícolas, galerias ripícolas, zonas de infiltração, fontes, etc. Começou-se de mansinho...discretamente...mas estas leis já eram! Vieram os subsídios, primeiro à descarada para o eucalipto, depois dizia-se que eram só para a floresta de crescimento lento. Mas lá no fim da lista das espécies subsidiadas, aparecia sempre o Eucalyptus globulus, (que nada tem de lento ou de autóctone). As leis foram sucessivamente alteradas e recentemente até já se chegou ao ponto de mudar a própria Lei da Reserva Agrícola Nacional (RAN)!!
Ou seja, os únicos solos que nos restavam bons para a agricultura, (que são tão raros no nosso país), podem ser eucaliptalizados...

Quando vamos de Lisboa para o Porto, a paisagem que outrora era diversificada, um mosaico agrícola e florestal, agora é cada vez mais uma monocultura intensiva de eucalipto...

Os resquícios de mata autóctone, diversificada, com os nossos sobreviventes carvalhos que outrora povoavam o território, e até há poucos anos estavam restringidos às vertentes mais inclinadas que o homem não cultivava, e entre as sebes vivas dos terrenos agrícolas, fonte de biodiversidade para o equilíbrio ecológico, controle de pragas, refúgio e alimento da avifauna, vão desaparecendo a pouco e pouco, dizimados pelas poderosas máquinas do eucalipto que destroem tudo à sua passagem: vegetação, relevo, solo... para plantar as tais árvores australianas.
Árvores que são tão competitivas que aquele cheiro intenso a eucalipto não é mais que a inalação dos seus herbicidas naturais que não deixam criar o sub bosque e a biodiversidade, e nada têm para oferecer à nossa avifauna, secam as nossas fontes, esgotam os nossos solos, com períodos de rotação intensivos de 9 em 9 anos!...isto quando não são mais cedo cortadas ou queimadas...

Os eucaliptais são desertos botânicos, faunísticos e humanos.

Na floresta, já não há bagas nem bolotas, a fauna foi escorraçada para as zonas agrícolas, que de noite, vão à procura de alimento. Muitos animais morrem atropelados, envenenados...caçados...transformamos, alteramos tudo, sempre só a pensar em nós, mas no fundo esquecemo-nos de nós e dos nossos filhos.

E a monocultura do eucalipto vai avançando: cume, encosta, vale, mata, pinhal, olival, vinha, pomar, terreno agrícola, vai tudo...a seu tempo, vai tudo! Dizima a nossa cultura, leva as pessoas a abandonar os campos e a aumentar a população das cidades, a perdermos os nossos saberes...a transmissão dos conhecimentos de pai para filho...

Neste momento as frutas caem na terra e ninguém as apanha, não é rentável, não há escoamento...os supermercados estão repletos de fruta espanhola ou francesa vinda de bem longe... e tanta aqui tão perto, a ser substituída por eucalipto...

Está tudo errado...gasta-se imensa energia em transportes, e mais poluição...
E quando o preço do combustível voltar a aumentar? Ou mesmo acabar? Será que vamos comer eucalipto?!

Quem governa, muda as leis e no dia da árvore planta um eucalipto!? Será que não somos capazes de pensar por nós próprios? No nosso próprio bem? Temos de nos sujeitar às normas europeias e acabar com o pouco que nos resta?

Fui visitar uma exploração agrícola biológica, o Agricultor, disse que para pedir um subsídio para comprar um tractor tinha de omitir que iria criar mais 4 postos de trabalho, porque as directivas são para uma maior eficiência (?)...
E temos tantos desempregados...

Onde está a nossa agricultura? A nossa própria subsistência? O que faremos numa altura de crise?

Uma professora de História dizia nas suas aulas que D. Fernando e sempre que um Rei investia na Agricultura, o país saía da crise, crescia economicamente. A base do desenvolvimento estava garantida. Era uma forma de fixar as pessoas à terra e de se produzir riqueza, sustento. Sim, porque uma exploração agrícola não enriquece, mas dá sustento, várias produções por ano e diversificadas, e não é precisa muita área para tal, tem de se investir na melhoria dos solos com estrume, etc, para que estes produzam, para que não se esgotem. Nos eucaliptos é até aos solos não produzirem mais, por isso avança-se agora para os solos da RAN, os outros já (d)eram...

Uma pessoa mesmo que tenha muitos eucaliptais tem de arranjar outra forma de ganhar dinheiro, não "pode ficar a ver o pau a crescer!" - como dizia o nosso Gonçalo Ribeiro Telles (o criador da "verdadeira" RAN). E assim se abandonam as terras e crescem as cidades… e os desempregados...

Se continuamos neste ritmo de destruição da nossa economia, da nossa paisagem, da nossa cultura, seremos pobres, bem pobres... já não teremos nada para mostrar a não ser a nossa pressionada costa de mar, e o "casco antigo" de algumas aldeias despovoadas. Portugal será todo igual, de um verde metálico, escuro e opaco, rasgado por pedreiras brancas e cidades. De Norte a Sul, apenas notaremos algumas diferenças de relevo.
Já foram realmente até ao Porto de carro? Com olhos analíticos? Quando reina o eucalipto, está tudo escondido ou despovoado, as paisagens já não se abrem, perdeu-se o mosaico reticulado e diversificado, perdeu-se o vermelho outonal e o colorido primaveril...
Perderemos a ligação à terra...
Já alguém fez caminhadas em eucaliptais? Será o futuro?

Se não mudarmos o rumo, perderemos definitivamente as nossas referências, a nossa própria identidade...



Pensem nisto...

Um abraço

A indústria dos incêndios

Olá!

Num dos e-mails que recebi, voltei a receber este texto, que trancrevo agora para o Blogue


Publicação: 04-08-2005 21:05


A indústria dos incêndios


A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.

José Gomes FerreiraSub-director de Informação


Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas. Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos: 1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica? Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências? Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair? Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis? Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo? 2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios... 3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei. 4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre. 5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade. Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime... Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta - e até as habitações - e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal? Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país. Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo - destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime. Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer: 1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar. 2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas). 3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores 4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei. 5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível. 6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios. Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo. José Gomes Ferreira

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Existem histórias macabras, inimagináveis sobre pedreiras na Arrábida e sobre aquilo que os seus proprietários fizeram e fazem para se instalarem...
Imaginam que vou começar pela da Secil, a mais conhecida e vista por todos..também há muitas histórias sobre essa, que envolve a destruição de grutas, o suborno de um antigo membro da Quercus, acções de marketing para limpar a imagem e muita, muita exportação do nosso cimento para os países da UE que há muito deixaram de ter este tipo de pedreiras tão destrutivas...mas vou vos falar de pedreiras ainda mais destrutivas e de crescimento mais rápido e disseminado pela Cadeia da Arrábida e todo o País, as pedreiras de brita.
Como sabemos a brita é um material que serve para ser escondido, isto é, é incorporado em cimento, preenche caixas de auto-estradas, pavimentos, etc. Países da UE, muito à frente de nós, reciclam entulhos de demolição, crivam-nos e trituram-nos, para exactamente a mesma função que a brita. Mas nós estamos a anos de luz...continuamos na idade da pedra! Os materiais que usamos nas construções das casas, pavimentos, são quase todos derivados do cimento e... da pedra - o calcário. Fica mais barato explodir uma serra com dinamite do que reciclar entulhos! Um técnico da Lobbe disse-me uma vez que têm máquinas para crivar e tritural, mas não há clientes para esse tipo de mercado!
Na Alemanha, abunda o calcário, principalmente junto à Suissa, mas as casas são de ferro e madeira, materiais recicláveis e que não danificam o relevo irreversivelmente. Eles têm a floresta negra que lhes dá madeira para construção, reparem, para construção! Não para papel... Essa indústria deixam para nós, através dos subsídios para "árvores de crescimento lento", onde no fim da lista vigora o Eucalipto (!!!) É uma indústria das mais poluentes e de maiores riscos de incêndios.
Esses países, ditos desenvolvidos, são mas é sábios, para além de deldegarem o problema para os outros países, só usam o betão para fundações e coisas pontuais. Há um respeito pelo betão , pois é um bem precioso e caro, só usado em último recurso. A estrutura é em vigas de aço, material reutilizável. Os holandeses, que de todo não têm calcário têm que o importar, e até têm um monumento ao betão com vários tipos dele...nós ? esbanjamo-lo. Mas porquê?...

Porque embora tenhamos muito pouco calcário em Portugal: Estremadura e Algarve, o nosso IGM licencia muitas, demaseadas pedreiras... e continua... depois da Arrábida não ter mais por onde abrir, a Serra dos Candeeiros e Sícó é crescente em pedreiras.
Com a "desculpa" que "temos de dar dinheiro aquela gente".
Mas serão mesmo "eles" os beneficiados? Ou só alguns?
Até agora viveram de quê? Dantes não havia pedreiras! Quanto muitos apenas algumas de calçada, as menos destrutivas, de carácter artesanal e as mais fáceis de recuperar dada a sua pequena dimensão.
A política agrícola do nosso país é inversamente proporcional à política do eucalipto. Os campos estão progressivamente abandonados e a "invasora australiana" é crescente. E o Eucalipto não dá, pois nos calcários não há água à superfície e os incêndios na mesma zona são quase bi-anuais, não deixando que uma árvore se desenvolva. Esta monocultura faz com que as pessoas abandonem as terras, implicam um despovoamento e a descaracterização das paisagens, pois só lá têm de ir no início e fim da exploração praticamente. Não é uma árvore mediterrânea, como o nosso sobreiro que resiste ao fogo e regenera.
A oliveira que ainda subsiste alguma na Serra de Aire e candeeiros, tem uma produção anual que vai dando para as povoações sobreviverem e dantes não havia tantos incêndios na Serra. A agricultura pode dar mais de uma produções por ano, gerando riqueza.
Nunca se perguntaram porque a Espanha não tem eucaliptos? Bom, mas eles também exageram na agricultura, o que é certo é que invadem os nossos mercados e a riqueza que geram vai para onde? Aqui não fica!...Nós temos o piorzinho, aquilo que a UE não quer e delega para os países do "3º mundo", que começam por c:
- cimento e celulose.
Agora, voltando às pedreiras, deixo-vos uma pergunta...quanto custa uma tonelada de brita numa pedreira da Arrábida? (Depois conto-vos as histórias macabras...)
A Arrábida é o resultado do erguer do calcário que está por baixo de nós. Nela ele resplandece à superfície. A estrutura óssea da arrábida é o calcário branco, imaculado. À superfície ele altera-se em terra rossa, a carne da serra, que dá vida à vegetação verde que a reveste e protege. O sangue é a água. A água das chuvas que se infiltra. esta água já ligeiramente acidificada na atmosfera rica em CO2, ao penetrar no solo ainda é mais enriquecida por este gás que a transforma num ácido ligeiro, o carbónico. Este por sua vez infiltra-se nas pequenas fissuras do calcário, dissolve-o e pode formar grutas imponentes. Quando a água fica saturada em carbonato de cálcio atinge o revez do ponto do equilíbrio e começa a precipitá-lo e aí vemos as belas concreções das grutas que só a Arrábida nos sabe brindar...o exemplo mais belo recentemente descoberto é a Gruta do Frade...magnífica! Mas a Arrábida tem os seu problemas, para além da crescente ocupação urbana, o maior problema são os câncros que a assolam...as pedreiras e são muitas e grandes, avassaladoras, destrutivas e definitivas...

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Arrábida

Olá!
O facto de teres acedido a este Blog já quer dizer que a Arrábida te vai no coração :)
Bem vindo (a)!
Este é um blog em defesa da Arrábia.
Este é um blog para divulgação de certos atentados que se cometeram, cometem diariamente e se cometerão, a uma das Serras mais espectaculares e misterioras de Portugal.
Este é um blog de divulgação e valorização da Arrábia, aqui tão perto.
Só conhecendo o que se passa e sabendo estudá-la, a pudemos proteger!
Quando quiseres desabafar o que vai aí dentro;
Quando a tua voz não se faz ouvir;
Dá a tua opinião e escreve;
Pode ser sobre a Arrábia ou sobre qualquer atentado ambiental, qualquer preocupação que te atormente.
Ou mesmo qualquer coisa feia ou bonita que queiras partilhar.
Em breve saberás mais!